sábado, 10 de setembro de 2011

Bactérias Benéficas x Bactérias Nocivas - flora intestinal,microbiota, Lactobacillus, Bifidobacterium,



Texto baseando no livro A verdade sobre a comida - Jill Fullerton-Smith - editora Intrínseca.
O organismo humano é bom para enfrentar doenças, mas precisa dos mecanismos de defesa na linha de frente.
- As 3 principais linhas de defesa são: o sistema imunológico, o fígado e as colônias de bactérias benéficas que habitam nosso intestino.

Examinando a função das fibras alimentares – cada vez mais escassa na alimentação ocidental, parece que desempenham pelo menos 2 funções importantes:
1)    alimentam as colônias de bactérias benéficas que vivem no intestino grosso,
2)    existem indícios de que uma dieta rica em fibras possa ajudar a evitar o câncer de intestino e outras doenças.
Diante de uma infecção de garganta, a indicação médica costuma ser antibiótico.
Tal medicamento pode matar as bactérias que causaram a doença, mas também mata as bactérias benéficas que vivem no intestino grosso. Porém, tais bactériamas acidificam todo o sangue e deixam químicas em nosso corpo. 
Se a flora bacteriana for eliminada por antibióticos ou duchas excessivas, tornando o pH da vagina neutro, a C. albicans pode florescer e causar infecção vaginal e esses fungos podem se espalhar por todo o organismo.
O uso prolongado de certos antibióticos pode eliminar muitos microrganismos intestinais normais e permitir o desenvolvimento de outros resistentes a antibióticos. Isto, por sua vez, pode provocar distúrbios gastrointestinais, como diarreia e constipação. 

Bactérias Benéficas x Bactérias Nocivas
Existe cerca de 100 milhões de bactérias (micro organismos) no intestino de um humano adulto, o que significa pouco mais de um quilo do peso corporal. 
 Cada bactéria é uma única célula - um ser vivo diminuto - e existem centenas de espécies diferentes. Em geral existe um consenso de 700 a 800 espécies.
No entanto, apenas cerca de quarenta espécies são benéficas, responsáveis pela maioria das bactérias intestinais. As principais famílias são conhecidas como Lactobacillus e Bifidobacterium, também conhecidas como PRObióticas.
Segundo o Dr. José Roberto Kamer pós graduado em nutrologia e formação em Medicina Tradicional Chinesa, a distribuição desta microbiota é aproximadamente assim:

- 20% de bactérias do BEM, importantes na produção de vitaminas, antioxidantes, hormônios, etc.;

- 30% de bactérias do MAL (patógenas), que

geram doenças e descontroles metabólicos;
- 50% de bactérias que jogam no time que estiver ganhando...

Assim, cabe a cada um de nós mantermos nossa flora intestinal saudável e feliz, porque ao fortalecermos a presença das 20% do BEM o time ganha 50% de adesão e totalizamos 70% de eficiência. Do contrário serão 80% de bactérias nocivas e não há como evitar os descontroles e as doenças físicas, emocionais, mentais e até espirituais... Deixe seu sangue BEM limpinho ... bactérias que causam doençãs só se proliferam em um sangue " sujo".

As principais bactérias boas que podem ser encontradas no organismo são os Lactobacilos e as Bifidobactérias.
Quando se tem uma flora intestinal saudável esses micróbios ajudam a manter o sistema imunológico sempre fortalecido, contribuem para a melhor absorção de nutrientes, ajudam a produzir vitaminas (como a vitamina K e do complexo B) e protegem contra bactérias ruins.
No entanto, como estamos expostos a diversos fatores que contribuem para o desequilíbrio da flora, dentre eles: má alimentação, poluição e estresse, são importantes os hábitos de vida saudáveis para manter o corpo em bom funcionamento. 
 Bifidobacterium lactis é conhecida como bactéria trabalhadora. Ela tem como função de destaque se multiplicar rapidamente no intestino e estimular a proteção contra as bactérias patogênicas pela competição por espaço. Também ajuda reforçar a barreira protetora intestinal para que as bactérias ruins não consigam viver muito tempo por lá.

 Lactobacillus acidophilus é a bactéria que ajuda, principalmente, na proteção e nutrição do organismo. Para a ação protetora, deixa o intestino bem ácido, dificultando que as bactérias ruins se instalem. Essa bactéria também ajuda a melhorar a digestão e absorção de nutrientes e produzir vitaminas, como as vitaminas K e do complexo B.

Lactobacillus rhamnosus. Sua principal função é melhorar o perfil imunológico dos indivíduos, por meio da maior produção de anticorpos e da produção de diferentes tipo de células de defesa.

Lactobacillus paracasei é a bactéria que está sempre pronta para proteger o organismo. Tem ação destacada no combate aos patógenos pela maior produção de anticorpos e células de defesa, deixando o sistema imune cada vez mais forte.

As bactérias da família Lactobacilos produzem ácido láctico, que reduz significativamente a população de bactérias prejudiciais. Podem também produzir as vitaminas K e B12, que são assimiladas via parede do cólon. A fermentação que ocorre dentro do cólon nos ajuda a absorver sais minerais e alguns produtos da fermentação que podem ajudar a combater o câncer.

Quando a Flora Intestinal está fragilizada
Na maior parte do tempo, as bactérias benéficas prosperam e controlam a situação no cólon. Mas, quando estamos doentes, muito cansados ou tomando antibióticos, a flora intestinal sofre muitas baixas. E pior, aquelas do mau ficam em vantagem e ganham a adesão daquelas 50% que jogam somente no time que está ganhando...

Quando a flora intestinal se encontra em declínio, as bactérias prejudiciais podem se proliferar, transformando-se em uma força dominante e, obviamente, as bactérias benéficas, em minoria e fragilizadas, não conseguem mais desempenhar sua importante função de defesa. A esse desequilíbrio dá-se o nome de DISBIOSE.

Quando a quantidade de fibras que fermentam no intestino é pouca, as fezes podem reter muito líquido, ficar moles e desencadear perdas minerais importantes.
Com uma flora intestinal insuficiente, o funcionamento do intestino também será irregular, você pode se sentir letárgico e observar que está expelindo mais gases do que o normal.
Bem, agora que você já se convenceu de que precisa manter as bactérias benéficas felizes e saudáveis, deve estar pensando: "Mas como farei isso?".
Fornecendo um meio ideal para viverem. Ajudando a eliminas as bactérias malévolas.

 Basicamente, não pode faltar esta dupla dinâmica:
1.   Água de boa qualidade,
2.   Fibras de boa qualidade, presente nas frutas, folhas, legumes, raízes e sementes germinadas.


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Nas mulheres a microbiota vaginal é importantíssima para impedir a proliferação de fungos e bactérias do mal ou patogênicas que causam os constantes corrimentos vaginais.

Nos olhos, na boca, enfim, a microbiota humana deveria colonizar todo o nosso corpo. 
Estamos pagando caro por hábitos atuais.

Telefones celulares, por exemplo, são onipresentes, acompanhando-nos onde formos. E isto reflete-se na mistura microbiana encontrada nos aparelhos de acordo com um estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade de Oregon, que sequenciaram micróbios dos dedos indicadores da mão dominante e polegares de sujeitos e das telas de toque dos seus smartphones. Acharam 82% de bactérias, mais de 7.000 tipos diferentes de bactérias. Pense muito antes de pedir um celular emprestado, com ele vem toda “bicharada” do proprietário e dos lugares que são colocados(mesas de restaurantes, por exemplo)

Infecção - as bactérias podem produzir toxinas, que são nocivas para as células humanas. Se estas estiverem presentes em número suficiente e a pessoa a ser afetada não dispuser de uma imunização contra elas, o resultado é a doença. Sempre a importância de um sistema imunológico bem equilibrado.
As bactérias podem penetrar no corpo humano, através dos pulmões, por meio da inalação de partículas expulsas pela respiração, tosse ou espirros de uma pessoa infectada.
Pode haver infecção no trato digestivo o qual pode ser infectado através da ingestão de alimentos contaminados. As bactérias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produção das matérias primas ou transportadas até eles por moscas ou mãos contaminadas. As bactérias podem ainda invadir o hospedeiro através da pele, como por exemplo, na infecção de uma ferida. E pela Sinusite. 
Abaixo algumas das bactérias mais nocivas ao homem, e as doenças associadas a cada uma dela:
Streptococcus pneumoniae - causa septicemia, infecção no ouvido médio, pneumonia e meningite.
Haemophilus influenzae - causa pneumonia, infecção do ouvido e meningite principalmente em crianças.
Shigella dysenteria - causa disenteria (diarréia sangrenta). Linhagens resistentes podem levar a epidemias e algumas podem ser tratadas apenas com medicamentos muito caros (fluoroquinolonas).
Neisseria gonorrhoeae - causa gonorréia, a resistência às drogas limita o seu tratamento principalmente à cefalosporina.
Pseudomonas aeruginosa - causa septicemia e pneumonia, principalmente em pessoas com fibrose cística ou com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens super resistentes não podem ser tratadas com drogas.
Enterococcus faecalis - causa septicemia e infecção do trato urinário, e infecção das vias respiratórias nos pacientes com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens ultra resistentes não podem ser tratadas com drogas.
Escherichia coli - causa infecção do trato urinário, infecção do sangue, diarréia e falência dos rins. Algumas linhagens  são ultra resistentes.
Acinetobacter - causa septicemia em pacientes com o sistema imune comprometido.
Mycobacterium tuberculosis - causa tuberculose. Algumas linhagens ultra resistentes não podem ser tratadas com drogas.
Staphylococcus aureus - causa septicemia, infecção nas vias respiratórias e pneumonia. Algumas linhagens tem se mostrado muito resistentes a vários antibióticos. 


Exames:

Hemoculturas são usadas para detectar a presença de bactérias ou fungos no sangue, para identificar os micro-organismos presentes e orientar o tratamento. 

Em geral, são pedidas duas ou mais hemoculturas e colhidas como amostras consecutivas. 

Com frequência, o médico pede também um hemograma para determinar se a pessoa tem aumento da contagem de leucócitos no sangue, indicando uma possível infecção. Podem ser feitos outros exames, como culturas de urina, de escarro ou de líquido cefalorraquiano, para identificar a origem da infecção inicial, quando a pessoa tem sintomas associados com infecção urinária, pneumonia, ou meningite.


ANTIBIOGRAMA

Antibiograma é um exame de laboratório que é solicitado pelo médico quando ele não tem certeza de qual é a bactéria que está deixando você doente, em caso de infecção por bactérias, obviamente. É feito uma cultura ou urocultura de bactérias e posteriormente o antibiograma propriamente dito.

Esse exame identifica com precisão qual é a bactéria que é a agente causadora da infecção do paciente.

- COMO É FEITO O ANTIBIOGRAMA?No laboratório é feita a coleta de material biológico proveniente da lesão. O material coletado pode ser uma amostra de sangue, catarro (escarro), secreções corpóreas, saliva, fezes, urina (antibiograma urocultura é o antibiograma da urina), entre outros materiais.

"O uso indiscriminado de medicamentos, sobretudo antibióticos, aumenta de forma considerável o risco de casos de superbactérias – micro-organismos resistentes à maior parte dos tratamentos disponíveis." O alerta é do diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcos Antonio Cyrillo.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 440 mil casos de tuberculose resistente são registrados no mundo todos os anos, além de cerca de 150 mil mortes decorrentes de infecções por superbactérias.

“Não há hospital livre disso. Lógico que um hospital de grande porte e de alta complexidade ou um hospital universitário com vários leitos de UTI [unidade de terapia intensiva] e que interna pacientes com cirurgias complicadas são o tipo de lugar que pode ter mais bactérias resistentes. Mas nenhum hospital ou casa de repouso com longa permanência está livre disso”, observou Cyrillo.


O século 20 vem assistindo a um aumento enorme das doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa, explica o Dr. Gil Kaplan, gastroenterologista e especialista nesse tipo de doença da Universidade de Calgary, no Canadá. Os pesquisadores constataram que os indivíduos com doenças inflamatórias intestinais têm baixo nível de diversidade bacterianas boas no intestino. Hoje se acredita que a perda desses micro-organismos ou a mudança no equilíbrio das bactérias pode provocar doenças desse tipo em pessoas suscetíveis.

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Agência USP de Notícias

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https://www.docelimao.com.br/

http://www.selecoes.com.br/boas-bacterias-boa-saude
http://www.bacteriasdobeminvictus.com.br/

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